#153 - Voltei, meu leitor fiel

9 meses depois: a verdade sem filtro sobre a Oros, a IA e uma encruzilhada real.

Bom dia, meu caro leitor fiel. Estou de volta!

Quando entrei ontem, depois de quase 9 meses, na minha conta de email da Insight, foi emocionante. Eu ainda estou na Oros, trabalhando como nunca, mas não tem jeito — de uma forma ou de outra, eu acabo voltando pro conteúdo...

Tenho a sensação que isso da escrita é quase um chamado pra mim. Não sei exatamente o porquê, nem de onde vem, mas parece que a vida conspira pra eu estar de novo aqui. Escrevendo.

Sendo uma edição depois de tanto tempo parado, peço por favor: responde esse email, favorita ele, e move a Insight pra caixa principal se ela não estiver lá. É muito importante pro provedor — Gmail, Hotmail, etc. — entender que você ainda quer receber a Insight na sua caixa.

Agora, pra consagrar a volta, vou ser talvez o mais sem filtro que já fui em muito tempo escrevendo. Deixa eu começar pela verdade fria — nos últimos meses eu passei perdido.

O nosso mercado, o mercado onde a gente desenvolveu nosso software, tá todo dia mais difícil de crescer. A IA foi tomando conta rápido demais, e parece que não tem volta.

Esse sentimento de confusão, de não estar claro o caminho, pode ser desesperador. Porém, conversando com gente mais experiente que eu, uma coisa fica óbvia: não é a primeira nem vai ser a última vez.

Há um ano, quando a Oros começou, a gente ia fechando as empresas que conhecia porque o problema era claro pra todo mundo. Dado é difícil e caro de resolver, e eles precisavam daquela visão.

Olhando pro mercado de hoje, com as capacidades novas que a IA ganha todo santo dia, essa dor parou de ser uma percepção compartilhada. A crença virou outra: "com IA a gente faz isso internamente".

Depois de tudo que a gente teve que construir pra resolver esse problema de visão com baixo custo, eu acredito que a IA vai resolver sozinha? Não.

Importa? Também não. Porque quando você vende percepção de valor, a percepção é a realidade. E a percepção do empresário hoje é que dá pra resolver.

Talvez daqui a um ano o nosso ICP volte a precisar da gente, quando a estrutura dele crescer, ficar cara e problemática? Talvez.

Importa? Também não. Afinal, problema futuro, pra qualquer empresário, significa foco em outra coisa agora.

A encruzilhada

Ponto é: a gente tá numa encruzilhada nada fácil de entender. Então qual vai ser o nosso caminho?

Nesse processo a gente decidiu parar um pouco pra olhar. E o legal é que agora a gente reflete de um lugar muito diferente.

Temos grandes clientes na carteira. Temos colaboradores dependendo da gente. Temos responsabilidades que nem imaginávamos. E MUITO, mas MUITO mais conhecimento do que tinha um ano atrás.

E a gente não tá preso ao nosso mundo atual. A ideia é achar uma empresa escalável e vendável, não importa onde ela esteja. Óbvio, usando as skills que a gente tem e o que a gente conhece. Mas sem preconceito de mercado. Queremos algo que faça sentido e resolva uma dor real.

3 teses e uma frase que ficou

Fomos então, hoje, conversar com o nosso sócio investidor pra trazer as notícias e a sinceridade do momento. Chegamos ainda perdidos, mas com 3 teses bem estudadas que a gente acredita que consegue fazer dar certo. 3 mercados, 3 dores, 3 oportunidades.

Foi muito foda, porque ele sacou a nossa preocupação e, sendo o grande empresário que é, falou uma coisa que ficou comigo: "pelo menos vocês estão entre 3 caminhos. Perdido é chegar num momento desses e não saber o que fazer".

Simples e genial. Ali ficou claro pra mim: esses momentos existem muito mais do que a gente gosta de acreditar. De pivotar. De perder o timing. De se ver num caminho sem saída aparente. Se eles existem, falhar não é estar ali. Falhar é desistir de procurar a saída.

A gente tá com 3 teses fortes que respondem "escala" e "vendável". Que ÓTIMO. Estranho seria chegar aqui, com um problema claro na frente, e não tentar achar a solução.

Sendo sincero, eu nem sabia onde esse texto ia chegar. Às vezes eu só me deixo levar. Mas acho que a conclusão, pra mim, se resume a isso:

Só perde quem desiste.

Pivotar faz parte

Pivotar faz parte. Estar perdido faz parte. Estresse faz parte. O que não pode fazer parte é querer fugir dessas coisas.

E se você também tá numa encruzilhada agora — no trabalho, numa relação, num projeto — a pergunta não é se você vai se perder no caminho em algum momento. Isso é dado. A pergunta é: quando perder o rumo, você vai continuar procurando a saída, ou vai ser o primeiro a desistir?

PS: como eu disse, não consegui ficar longe — e voltando percebi: me faz bem demais! E te falar, aprendi MUITO nesse período pra trazer pra você.

Great times are coming.

Até a próxima,

Lucca Moreira,

Co-Founder Insight Espresso

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